O líder do Bloco de Oposição na Assembleia, Legislativa deputado Edivaldo Holanda (PTC) ocupou hoje (segunda-feira, 30) a tribuna da Casa para criticar a transferência de presos provisórios para as delegacias de polícia de São Luís, determinada pelo secretário de Estado de Segurança e Cidadania, deputado licenciado Raimundo Cutrim (DEM).
Para Edivaldo, a decisão de Cutrim de tiras os presos do Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas (Cadeião) e amontoá-los nas celas das onze das doze delegacias da capital é um retrocesso na segurança. Além do mais, esta medida absurda pode provocar mais uma greve dos policiais civis, em pleno final de ano, assinalou.
O líder da oposição lembra que, recentemente, todas as delegacias de São Luís estavam lotadas de presos provisórios, tirando dos delegados, dos escrivães e dos agentes da Polícia Civil, a tranquilidade de exercer, constitucionalmente, o trabalho de investigação e auxilio ao poder Judiciário.
O governo anterior, por meio da ex-secretária Eurídice Vidigal, conseguiu recursos junto ao Pronasci e construiu o Centro de Detenção Provisória, para retirar todos os presos das delegacias. Conseguimos deixar a Polícia Civil livre para exercer seu trabalho constitucional, afirmou Edivaldo Holanda.
FUGAS E CAMPANHA
Na opinião do parlamentar do PTC, a medida do secretário Raimundo Cutrim traz também uma série de problemas. Segundo ele, as principais são a possibilidade do aumento de fugas de preso, e pânico nas comunidades que abrigam as delegacias onde os presos provisórios serão remanejados.
Edivaldo Holanda acha que ao invés de trazer os presos de voltas às delegacias, o governo deveria utilizar parte dos R$ 18 milhões do Pronasci que estão prestas a ser devolvidos ao governo federal porque não foram devidamente aplicados na construção de um novo Centro de Detenção Provisória.
O secretário Raimundo Cutrim precisa esquecer um pouco de sua campanha de deputado estadual e voltar os olhos para a segurança pública do Maranhão. Estamos solidários com Sindicatos dos Policiais Civis, com os delegados, escrivães e agentes, que podem ser reduzidos a carcereiros, disse Edivaldo Holanda.